domingo, 18 de outubro de 2009

Planejamento e Orçamento de obras.

Planejamento


O planejamento da construção consiste na organização para a execução, e inclui o orçamento e a programação
da obra. O orçamento contribui para a compreensão das questões econômicas e a programação é relacionada
com a distribuição das atividades no tempo.
Em função da variabilidade do setor, é importante realizar o planejamento do empreendimento em níveis de
detalhamento diferentes, considerando horizontes de longo, médio e curto prazos. O livro de Bernardes (2003) é
recomendado para o aprofundamento neste tema.
O planejamento de longo prazo é mais geral, com baixo grau de detalhamento, considerando as grandes
definições, tais como emprego de mão de obra própria ou terceirizada, nível de mecanização, organização do
canteiro de obra, prazo de entrega, forma de contratação (preço de custo ou empreitada), e relacionamento com
o cliente. O plano inicial tem pequeno nível de detalhamento, em geral indicando macro-itens, tais como
“fundações”, “estrutura”, “alvenaria” e assim por diante. Em uma obra de dois a três anos, o plano da obra é
definido em semestres, por exemplo. Esse nível é utilizado para a compreensão da obra e tomada de decisões de
nível organizacional (gerência da empresa).
No nível de planejamento de médio prazo trabalha-se com atividades ou serviços a serem executados nos 4 a 6
meses seguintes. Nesse nível de planejamento a atenção está voltada para a remoção de empecilhos à produção,
através da identificação com antecedência da necessidade de compra de materiais ou contratação de
empreiteiros (“lookahead planning”).
O planejamento de curto prazo visa à execução propriamente dita. Esse planejamento desenvolve uma
programação para um horizonte de 4 a 6 semanas, detalhando as atividades a serem executadas. Nesse caso, já
há a garantia do fornecimento de materiais e mão de obra, bem como o conhecimento do ritmo normal da obra.
Adota-se a idéia de produção protegida contra os efeitos da incerteza (“shielding production”), ou seja, as
atividades programadas têm grande chance de ocorrerem. É comum medir a qualidade desse plano através da
medição do Percentual de Planos Concluídos (PPC), com a identificação das causas das falhas. Desta forma o
planejamento das próximas atividades poderá ser aprimorado.


Orçamento


Há uma relação próxima entre o prazo de execução e o custo da obra, em função das limitações dos clientes. Os
recursos disponíveis mensalmente podem definir um prazo mínimo para a obra. Por outro lado, o prazo da obra
implica em alguns custos fixos mensais, tais como aluguéis de equipamentos e mão de obra envolvida na
organização (mestres, técnicos, engenheiros ou arquitetos responsáveis pela execução). Desta forma, é
importante examinar os condicionantes gerais, desenvolvendo um plano geral para a obra, o qual posteriormente
será detalhado. Existem vários tipos de orçamento, tais como orçamentos paramétricos, pela NBR 12721,
discriminados e operacionais. O orçamento deve ser formalizado, constituindo-se então em documento
fundamental para o gerenciamento da obra.
Na visão tradicional, um orçamento é uma previsão (ou estimativa) do custo ou do preço de uma obra. O custo
total da obra é o valor correspondente à soma de todos os gastos necessários para sua execução. O preço é igual
ao custo acrescido da margem de lucro, ou seja, C + L = P. Em diversos segmentos da construção civil, há um
número de elevado concorrentes (por exemplo, na produção de habitação vertical ou na área de manutenção
industrial) e se diz que o preço é dado pelo mercado, ou seja, o cliente ou comprador pesquisa preços
previamente e negocia a contratação com base nesta informação. Neste caso, a empresa precisa gerenciar seus
custos para manter a possibilidade de lucro. Assim, P – C = L. De qualquer forma, o orçamento deve ser
executado antes do início da obra, possibilitando o estudo ou planejamento prévios, e também é útil para o
controle da obra.


( Fonte: http://www.exatec.unisinos.br/~gonzalez/opo/OPO-ntaula.pdf )

Eventos sobre Engenharia Civil

“EN1090-2: Execução de estruturas de aço e de estruturas de alumínio - Parte 2: Requisitos técnicos para as estruturas de aço”.
O objectivo deste curso é dar a conhecer a norma EN 1090-2, preparando os formandos para futura aplicações desta norma.

Link :https://webserv.dec.uc.pt/weboncampus/event/dataEvent.do?elementId=425&tipo=historico

"Seminário - Contribuição das Argamassas para a Eficiência Energética dos Edifícios "
O objetivo desse curso é a apresentação pública do 3º Congresso Português de Argamassas de Construção (a realizar em Mar.2010), e mostrar quais contribuições podem as Argamassas proporcionar aos edifícios, de modo a melhorar a sua eficiência energética.

Link: https://webserv.dec.uc.pt/weboncampus/event/dataEvent.do?elementId=346&tipo=historico

Etapas da construção de uma rodovia

Abaixo um vídeo sobre as etapas da contrução de uma rodovia, passo a passo.

Barragem


Uma barragem, açude ou represa, é uma barreira artificial, feita em cursos de água para a retenção de grandes quantidades de água. A sua utilização é sobretudo para abastecer de água zonas residenciais, agrícolas, industriais, produção de energia eléctrica (energia hidráulica), ou regularização de um caudal.

As barragens são feitas de forma a acumularem o máximo de água possível, tanto através da chuva como também pela captação da água caudal do rio existente. Faz-se a barragem unindo as duas margens aprisionando a água na albufeira (barragem)(represa artificial das águas correntes ou pluviais, para irrigação). As barragens são muito importantes para o mundo moderno, pois são elas que permitem que haja água potável canalizada nas grande metrópoles mundiais. Contudo, toda a zona onde a barragem e a sua albufeira se encontram e também a área circundante, nomeadamente a jusante, por onde o rio passava, é afectada. É por esse facto que antes de se construir uma barragem é necessário fazer estudos de impacto ambiental. Dessa forma, a barragem deixa passar um caudal ecológico que tem como função preservar os ecossistemas já existentes no rio e respectivas margens.
A construção de uma barragem tem sempre de passar por quatro etapas fundamentais: o projecto, a construção, a exploração e a observação. No projecto é determinado, após estudos no local e estudos relativos à rentabilidade da barragem, o tipo de barragem a construir.

Terraplanagem


Terraplanagem é a movimentação de terra de uma determinada área, com o objetivo de ajustar o relevo do terreno para implantação de construção civil, estradas ou barragens. Utilizam-se tratores e caminhões para esta tarefa.

Ramos da Engenharia Civil

Abaixo um vídeo sobre a Engenharia Civil, em geral. Expõe depoimentos de estudantes e engenheiros, falando sobre os ramos de atuação da profissão.

Pavimentação


Pavimento (também conhecido pelo termo menos técnico e menos exacto chão) do latim pavimentu designa em arquitectura a base horizontal de uma determinada construção (ou as diferentes bases de cada andar de um edifício) que serve de apoio a pessoas, animais ou qualquer peça de mobiliário. Existem revestimentos para os pavimentos em ambientes internos e externos. Um pavimento pode ter diversos tipos de revestimento (madeira, cerâmica, pedras naturais, pisos elevados, Pavimento Flutuante, etc).
Em
engenharia, é a camada constituída por um ou mais materiais que se coloca sobre o terreno natural ou terraplenado, para aumentar sua resistência e servir para a circulação de pessoas ou veículos. Entre os materiais utilizados na pavimentação urbana, industrial ou rodoviária estão os solos com maior capacidade de suporte, os materiais rochosos, como pedras britadas ou calçamento, o concreto de cimento Portland e o concreto asfáltico.
Uma das primeiras formas de pavimentação foi a
calçada romana, construída em várias camadas. Esta grande obra de engenharia permitiu a que vários troços (português europeu) ou trechos (português brasileiro) tenham resistido durante séculos e se encontrem ainda hoje.
Em
Portugal, existe uma forma tradicional de pavimentação, a calçada portuguesa.

Edificações


O curso Técnico em Edificações refere-se a um ramo da construção civil que concentra estudos em áreas ligadas a projeto, construção e manutenção de obras civis ditas leves*: prédios altos, residências e edificações urbanas e rurais. Tais serviços envolvem as fases de projeto e desenho, construção e acabamento da estrutura, instalações elétricas, hidro-sanitárias e especiais, patologia e tratamento de estruturas. O curso tem duração 2 anos, com característica prática. Ao final do curso o aluno receberá o diploma de Técnico em Edificações. *A designação de obras civis leves surge em contraste com a área de construção civil pesada que, por sua vez, refere-se a grandes obras de infra-estrutura, tais como barragens, canais, estradas etc.

Tabela Geral





Tabela com os campos de atuação do Engenheiro Civil.
(Clike na tabela para visualizar)